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Todas as pessoas já sofreram quedas. A maioria destas quedas não geram danos funcionais importantes e tem diversas razões. Porém no caso dos idosos podem gerar danos que poderão limitar diversas funções. Estas quedas são muito comuns porque ao contrário dos jovens, os idosos apresentam alterações que são inerentes ao envelhecimento e que predispõe às quedas.
De cada dez idosos (entre 65 a 85 anos) três já sofreram pelo menos uma queda por anos, e entre aqueles institucionalizados esse índice pode chegar a 50%. Entre os que caem 2% são hospitalizados, destes 1% tiveram fratura de quadril, 5% tiveram outros tipos de fratura (principalmente punho e vértebras) e 5% tiveram lesões de partes moles. Isso demonstra o quanto é importante discutir quais são os fatores que levam às quedas e como evitá-las.
As quedas podem ter como causas os fatores intrínsecos, ou seja, aqueles problemas da pessoa, ou os fatores extrínsecos, que são aqueles que tem como causa agentes externos a nós. Cerca de 45% das quedas tem como causa os fatores intrínsecos, e 39% são causadas pelos fatores extrínsecos.
Como exemplo de fatores intrínsecos podemos citar como: a fraqueza muscular, a dificuldade de caminhar, a diminuição do equilíbrio e dos reflexos de defesa, as tonteiras e confusão mental, a dificuldade na visão e audição, as deformidades nos pés e as deformidades posturais. Muitos desses sintomas aparecem no idoso e podem determinar um grande risco de quedas, podendo gerar perdas funcionais importantes. Esses sintomas muitas vezes são decorrentes do próprio processo de envelhecimento, como de medicações administradas por um longo período.
Já os fatores extrínsecos incluem os tapetes soltos, as superfícies deslizantes, a iluminação deficiente, os obstáculos, as escadas os calçados inadequados entre outros.
Essas quedas quando ocorrem podem gerar seqüelas importantes como as fraturas, lesões de tecidos moles que podem precisar ser imobilizadas e até mesmo de uma hospitalização, promovendo um grande isolamento social e a dependência de terceiros nas atividades diárias. Com isso mesmo após a recuperação há uma restrição das atividades o que vai levar a um descondicionamento físico, a fraqueza muscular, a diminuição do equilíbrio o que pode levar a novas quedas.
Mewsmo aquelas quedas que não tragam danos mais graves podem apenas promover um medo de cair novamente que já irá restringir as atividades levando a uma perda de sua capacidade física e gerando risco de quedas.
Sendo assim o mais importante a fazer é prevenir. As orientações ambientais, especialmente no lar são de grande importância para evitar as quedas. Simples alterações podem nos ajudar a não cair em casa, visto que o maior índice de quedas é no lar. Além disso a fisioterapia pode ajudar muito, já que esta atua gerando um fortalecimento muscular, uma reeducação postural, uma melhora do equilíbrio e da marcha. Com isso o organismo do idoso vai estar preparado para se locomover com segurança.
Ficar atento as situações importantes no decorrer do dia e cuidar do seu corpo com a ajuda do fisioterapeuta certamente vai evitar as quedas.
Palestrante: Fisioterapeuta Drª. Patrícia Lima Bernardes
Local: São Gonçalo - RJ