Décima edição da Fevuc celebra a solidariedadeDesde 1995 apresentando os trabalhos sociais e ambientais que a PUC realiza e dos quais os alunos participam, este ano a Feira de Valores da Universidade Católica (Fevuc), uma iniciativa da Pastoral Universitária e do Projeto Comunicar, comemorou a sua décima edição com o tema Solidariedade, que tem sido a sua principal característica ao longo desses dez anos. Entre os dias 7 e 10 de junho, os pilotis da Ala Kennedy abrigaram 40 estandes com trabalhos de diversas ONGs, além da apresentação de grupos musicais e teatrais. O Vice-Reitor da Universidade, padre Josafá Carlos de Siqueira, esteve presente na abertura e falou sobre a sua importância:
– A Fevuc é um momento de celebração, para mostrar à comunidade PUC os nossos valores além do acadêmico: os culturais e sociais. A PUC trabalha, nesse sentido, em três dimensões: a religiosa, a social e a ambiental. Aqui estamos transmitindo a mensagem de acolhida solidária, que faz parte do nosso saber acadêmico, disse.
A feira, que começou modesta e com estandes improvisados, cresceu muito desde sua primeira edição. Se antes era preciso convidar as ONGs a participar, atualmente chega a haver fila de espera de instituições interessadas em expor seus trabalhos. Este ano foram apresentados mais de 80 projetos, desenvolvidos em seis favelas e comunidades carentes. A organização estima que cerca de quatro mil pessoas passaram por dia pelos seus estandes.
– Na avaliação feita com os participantes, 90% declararam que a Fevuc foi excelente ou boa, disse o professor Sérgio Bonato, do Núcleo de Comunicação Comunitária do Projeto Comunicar, e um dos organizadores da feira. “O que me surpreendeu principalmente nesta edição foi a participação dos alunos. No início acho que havia uma certa indiferença. Agora a gente percebe que eles estão mais interessados, visitam os estandes e procuram por mais informações”, acrescentou.
Entre os trabalhos presentes, estavam o projeto Som do Rio, que apresentou o Núcleo Mirim do Morro da Serrinha; a capoeira das crianças de Parada Angélica e Parque da Cidade, com Mestre Camurça; o Orfanato Santa Rita de Cássia, que tem uma parceria com a Pastoral; o Corpo de Dança Jaime Aroxa; e o Coral da PUC-Rio. A ONG Qualivida, cuja sede é em São Gonçalo, trouxe para a PUC o seu projeto Esporte para Todos, com os alunos de basquete de cadeiras de rodas e ginástica olímpica. A professora de Educação Física Georgette Vidor, ex-treinadora da equipe de ginástica olímpica do Flamengo e da Seleção Brasileira, é uma das professoras da ONG e esteve na Fevuc para falar sobre seu apoio:
– Em função da violência, temos cada vez mais alunos procurando por outras oportunidades dentro de suas comunidades, às vezes até trazidos pelos pais, disse. Por isso, é preciso sempre procurar apoio financeiro para que possamos continuar o nosso trabalho, o que é a parte mais difícil. Recentemente, conseguimos apoio de construtoras para construir banheiros adaptados nas quadras de basquete de cadeiras de rodas, completou.
Georgette aproveitou também para elogiar a iniciativa da Universidade de dar espaço para o terceiro setor, iniciativa esta que já é amplamente reconhecida:
– Há grande possibilidade de a PUC receber uma moção honrosa da Alerj pela importância do nosso trabalho, informou Sérgio Bonato.